Terça-feira
22 de Outubro de 2019 - 
HONESTIDADE E ÉTICA

TJTO e parceiros assinam acordo de cooperação para desenvolvimento do projeto Padrinho Nota 10 com crianças e adolescentes de instituições de acolhimento

“Vamos investir no futuro de crianças e adolescentes que tiveram os vínculos rompidos, de laços de afetividade e carinho. É uma forma dessas crianças terem um apadrinhamento, uma perspectiva de um futuro melhor”, destacou o presidente do TJTO, desembargador Helvécio de Brito Maia Neto, durante a assinatura do acordo de cooperação com instituições parcerias, do projeto Padrinho Nota 10, nesta terça-feira (8/10), na sala da presidência do Tribunal de Justiça, em Palmas. O projeto, desenvolvido pela Coordenadoria da Cidadania da Corregedoria-Geral de Justiça em parceria com a Assessoria de Projetos da CGJUS/TO, busca proporcionar às crianças e adolescentes em medida de acolhimento institucional a oportunidade de construir laços de afeto e apoio material, com possibilidades de amparo educacional e profissional, por pessoas da sociedade civil que tenham disponibilidade emocional e/ou financeira para se tornar padrinho ou madrinha. “É uma troca de afeto, carinho, com benefícios para os dois lados”, descreveu o desembargador João Rigo Guimarães, corregedor-geral de Justiça, ao falar sobre o projeto Padrinho Nota 10. O AcordoAssinaram o acordo representantes do TJTO, Corregedoria-Geral de Justiça, Coordenadoria da Cidadania da CGJUS/TO, Coordenadoria da Infância e Juventude no âmbito do Poder Judiciário, Coordenadoria do Grupo Gestor das Equipes Multidisciplinares do Poder Judiciário (GGem), Secretaria Municipal de Desenvolvimento Social, Casa de Acolhida, Casa Abrigo Raio de Sol e Sementes do Verbo. O grupo se comprometeu a desenvolver o projeto “Padrinho Nota 10”, com definição de fatores e órgãos responsáveis pela execução, como: critérios mínimos para o estabelecimento do projeto de apadrinhamento; escopo do projeto operacional; cadastro e convênio com as instituições; formação de equipe técnica; modalidades do apadrinhamento, elaboração e publicação de edital; cadastro das crianças aptas; cadastro e avaliação dos possíveis padrinhos; perfis das crianças e adolescentes; perfis dos padrinhos; cursos de formação e de capacitação; atividades de aproximação dos envolvidos; elaboração de um Plano Inpidual de Atendimento (PIA); e confecção de relatórios de monitoramento. Parceiros“O apadrinhamento é um dos primeiros passos para mudar a realidade da criança e do adolescente. Tem tudo para caminhar de forma exitosa e as instituições parceiras vão contribuir muito.” Juiz Frederico Paiva Bandeira de Souza, coordenador da Infância e da Juventude do TJTO. “A gente fica alegre por ver que as pessoas estão envolvidas e compromissadas a resolver essa situação. O homem já nasce social e precisa se relacionar com outras pessoas. Esse projeto tira a criança da rotina e oferece oportunidades de lazer e convívio em família. E, do outro lado, a pessoa está carente de ouvir um sorriso de criança, receber um carinho de criança, ou seja, é bom para os dois lados.” Desembargador João Rigo Guimarães, corregedor-geral de Justiça. “Uma grande oportunidade de oferecer um pouco de vida social a essas crianças e adolescentes. Precisamos preparar as pessoas que vão apadrinhar para cuidado e proteção da criança É um começo, algo que está nascendo em Palmas, e esperamos replicar para todo Tocantins.” Juiz Gilson Coelho Valadares, coordenador da Cidadania da CGJUS. “Essa ação não é responsabilidade de uma instituição sozinha, mas de todos os parceiros. E é preciso fazer um chamamento para a sociedade conhecer e se envolver. Vem para cumprir o que está no Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), que é responsabilidade da família, do Estado e da comunidade garantir os direitos das crianças. Esse é um salto muito grande na política de atendimento. Vamos desmistificar a ideia ruim do local de acolhimento e proporcionar o convívio familiar para essas crianças.” Márcia Mesquita Vieira, coordenadora do Grupo Gestor das Equipes Multidisciplinares (GGEM) do TJTO. “Famílias que não têm filhos, ou cujos filhos já cresceram, terão a oportunidade de ajudar, de dar e receber carinho.” Simone da Silva Sandri Rocha, secretária executiva da Secretaria do Desenvolvimento Social de Palmas. “Para mim, chegou na hora certa. Temos o ano todo com essas crianças e às vezes precisamos de ajuda na rotina, para levar na escola, por exemplo, ou oferecer uma oportunidade para quando elas fizerem 18 anos e saírem da instituição. Tenho certeza que esse projeto vai servir para vida toda e as crianças serão beneficiadas o ano inteiro.” Maria Ruth Santos Cravo Trindade, coordenadora do Abrigo Raio de Sol. “A gente já realizava ações de apadrinhamento, mas sem esse respaldo legal. Com esses parceiros, nos sentimos mais seguros, não estamos sós, compartilhamos a responsabilidade.” Vanir de Fátima Silva, coordenadora da Casa de Acolhida. “Esse projeto vai oportunizar às nossas crianças e adolescentes afeto de qualidade num ambiente de qualidade.” Adrielle da Silva Barreto Fonseca, coordenadora da Associação Sementes do Verbo, Casa Sementinhas de Amor.
08/10/2019 (00:00)
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